Uma mulher com 35 anos de idade exerce prostituição há 8 anos em hotéis da cidade para seu sustento e de seus filhos. Em virtude da pandemia da COVID-19, há 6 meses não trabalha e vem apresentando grave dificuldade financeira. Ao consultar na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro, queixa-se de preocupações excessivas, nervosismo, tremores, palpitações e tonturas. Nesse caso, qual é a conduta adequada do médico de família e comunidade?
- A)Investigar o uso de drogas ilícitas, prescrever benzodiazepínico e encaminhar para psiquiatria
- B)Evitar prescrever medicamentos, recomendar uso de chás e o abandono definitivo da atividade profissional
- C)Oferecer escuta ativa, pactuar plano terapêutico singular e agendar retorno programado na UBS
- D)Prescrever benzodiazepínico e antidepressivo tricíclico e agendar retorno em 30 dias. Uma mulher com 43 anos de idade, com 80 kg, sofreu queimadura na perna após receber descarga elétrica há 1 hora. Durante o atendimento hospitalar, o médico emergencista percebeu pequena queimadura em face lateral da coxa direita, de cerca de 5 cm, e outra na face lateral do pé do mesmo lado, próxima ao maléolo, de cerca de 2 cm. Ao realizar o exame físico, os sinais vitais da paciente estavam estáveis. O médico iniciou hidratação venosa e colocação de sonda vesical para monitorar diurese da paciente. Notou saída de cerca de 80 mL de urina um pouco mais escura que a habitual. Solicitou, então, hemograma e dosagem de creatinina, cujos resultados estavam normais. Diante desse quadro, após a internação hospitalar e o curativo das lesões, a conduta imediata adequada é indicar (A) hidratação venosa com ringer lactato pela fórmula de Parkland e dar alta hospitalar à paciente. (B) hidratação venosa com soro fisiológico 0,9 % até atingir débito urinário de 60 a 80 mL/hora. (C) hidratação venosa com ringer lactato até atingir débito urinário de 100 a 200 mL/hora. (D) hidratação venosa com soro fisiológico 0,9 % até atingir débito urinário de 80 a 100 mL/hora e fasciotomia da coxa direita