Hipertensão na atenção primária
Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.
Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.
Definição
Hipertensão arterial sistêmica (HAS) é a elevação persistente da pressão arterial, definida como PAS ≥ 140 mmHg e/ou PAD ≥ 90 mmHg em pelo menos duas ocasiões distintas.
Epidemiologia e relevância na prova
Atinge ~48 % da população adulta brasileira, sendo um dos principais fatores de risco para mortalidade cardiovascular e complicações renais e neurológicas — item recorrente em provas como Revalida e Enamed porque exige conhecimento das políticas públicas e protocolos nacionais. (hospitaloswaldocruz.org.br)
Quadro clínico
Geralmente assintomática. Pode apresentar cefaleia, tontura, epistaxe. Sinais de lesão de órgão-alvo (hipertrofia ventricular, retinopatia, proteinúria) sugerem evolução ou complicação.
Diagnóstico
Consulta de consultório: PA ≥ 140/90 mmHg em ≥ 2 ocasiões; ‘pré-hipertensão’ (atenção e intervenção precoce): 120–139/80–89 mmHg — líder em estudos recentes. Confirmar com MAPA ou MRPA, recomendação forte com evidência moderada/alta. (sbn.org.br)
Tratamento
1ª linha: mudanças no estilo de vida (⏬ sal, peso, atividade física, DASH, cessar tabagismo). Medicamentos iniciais: diurético tiazídico (ou similar), IECAs ou BRAs, conforme apresentação clínica e comorbidades. Em DRC com TFG < 30 mL/min/1,73 m², usar diurético de alça. Atenção à hipercalemia com espironolactona se TFG < 45 mL/min. Betabloqueadores quando indicado (IC, angina, pós‑IAM, fibrilação atrial, mulher em idade reprodutiva). (gov.br)
Conduta
Fluxo básico: aferição múltipla → confirmação com MAPA/MRPA → estratificação de risco → iniciar medidas não-farmacológicas → reavaliar adesão em 1 mês → iniciar monoterapia ou associação conforme estágio/risco → encaminhar se emergências hipertensivas ou lesão de órgão-alvo. Internar em urgência/ emergência hipertensiva.
Pontos-chave para a prova
- Pré‑hipertensão (120–139/80–89 mmHg) não é doença, mas exige atenção e estilo de vida;
- Confirmar diagnóstico com MAPA/MRPA evita falso‑positivos por jaleco branco;
- Reavaliar adesão antes de considerar falha terapêutica;
- Escolha de fármaco baseada em comorbidade e função renal;
- Betabloqueador útil em cenários específicos, não rotina.
Fontes
- Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hipertensão Arterial Sistêmica (PCDT) — Ministério da Saúde — 2025
- Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025 — SBC/SBH/SBN — 2025
- Nota Metodológica C5 – Cuidado da pessoa com hipertensão — Ministério da Saúde — 2026
- Ministério da Saúde pública protocolo clínico inédito para hipertensão arterial sistêmica - Agende sua Consulta ou Exame no Hospital Oswaldo Cruz
- Diretriz Brasileira
- 1 HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA PORTARIA SECTIC