Estudante de 17 anos comparece espontaneamente a uma Unidade Básica de Saúde com relato de tristeza e dificuldade de relacionamento com os pais. Refere que já pensou em “sumir” depois da última briga em casa, mas nega intenção ou planejamento suicida, afirmando que não quer morrer, “só queria que esse sentimento ruim passasse”. Segundo seu relato, perdeu interesse nas atividades do dia a dia e, nos últimos meses, passou a maior parte do tempo em seu quarto, mas tem mantido sono regular, apetite inalterado, bom desempenho escolar, além de funcionalidade preservada. Afirma não usar substâncias psicoativas e nega comportamentos autolesivos ou tentativas de suicídio anteriores. Considerando o quadro apresentado e o manejo na atenção primária, a conduta inicial para esse paciente é
- A)convocar seus responsáveis e encaminhá-lo ao Centro de Atenção Psicossocial infantojuvenil do território de referência
- B)prescrever inibidor de recaptação de serotonina e encaminhá-lo para acompanhamento em ambulatório de saúde mental
- C)propor o envolvimento da família no cuidado e iniciar acompanhamento multidisciplinar na Unidade Básica de Saúde
- D)explicar-lhe que a distimia faz parte da adolescência, orientá-lo a aguardar e sugerir que busque o serviço de emergência em caso de piora.