Um homem com 28 anos de idade deu entrada em um pronto-socorro hospitalar, queixando-se de dor no quadrante inferior direito do abdome, com irradiação para região lombar ipsilateral, tempo de evolução de 2 dias, acompanhada de febre (38,2 ºC), disúria e diarreia. Ao exame físico, apresentava sinais de Blumberg e de Rovsing positivos. Foram solicitados alguns exames complementares, cujos resultados são: leucócitos = 15.000/mm3 (valor de referência: 4.000 a 11.000/mm3), com 22% de bastonetes (valor de referência: 0 a 4%): radiografia de abdome sem alterações significativas; ultrassonografia abdominal cujo laudo indicou apêndice cecal de 8 mm de diâmetro e observação para considerar a hipótese de apendicite, de acordo com critérios clínicos. O cirurgião de plantão, suspeitando de apendicite aguda, indicou cirurgia com incisão em quadrante inferior direito. Durante o inventário cirúrgico, identificou-se um apêndice cecal de aspecto normal, sem alterações macroscópicas e sem exsudações periapendiculares. Considerando essa situação, a conduta cirúrgica adequada no período intraoperatório é
- A)realizar a inspeção da cavidade, esperar o paciente acordar e discutir com a família a realização da apendicectomia
- B)não realizar apendicectomia, pois não há evidência de inflamação e os riscos não justificam a remoção do apêndice
- C)realizar apendicectomia, caso a inspeção da cavidade seja negativa para outras patologias intra-abdominais
- D)realizar apendicectomia, mesmo que seja encontrada outra patologia intra-abdominal