Colelitíase e colecistite
Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.
Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.
Definição
Colelitíase: presença de cálculos na vesícula biliar; Colecistite: inflamação aguda da vesícula, geralmente por obstrução do ducto cístico.
Epidemiologia e relevância na prova
Alta prevalência no Brasil, sendo uma das causas mais frequentes de abdome agudo e de internação cirúrgica – tema muito cobrado em provas como Revalida e Enamed (cbc.org.br).
Quadro clínico
Dor em hipocôndrio direito, normalmente pós-prandial, com irradiação para o dorso; febre, náuseas/vômitos. Sinais-chave: Murphy positivo, defesa e sensibilidade no hipocôndrio direito.
Diagnóstico
Ultrassom abdominal: imagens ecogênicas com sombra acústica móvel (colelitíase) e espessamento da parede vesicular >4 mm, líquido pericolecístico, sinal do Murphy ultrassonográfico (colecistite). Labs: leucocitose, PCR e DHL elevados (colecistite).
Tratamento
Colelitíase assintomática: geral/expectante. Sintomática: colecistectomia videolaparoscópica eletiva (1ª linha). Colecistite aguda: colecistectomia videolaparoscópica idealmente dentro de 72 h – ou antibioticoterapia e drenagem quando alto risco cirúrgico (colecistostomia percutânea ou drenagem endoscópica em centros terciários) (portal.afya.com.br).
Conduta
Fluxo prático: 1. Suspeita clínica → ultrassom. 2. Se colecistectomia possível e paciente estável → operar (preferencialmente em até 72 h). 3. Se contraindicação ou alto risco: antibioticoterapia + drenagem em centro com suporte. Internar: sinais de complicação, febre, dor intensa, leucocitose. Encaminhar com urgência para cirurgia ou intervenção em hospital terciário se risco alto.
Pontos-chave para a prova
- Colecistectomia videolaparoscópica até 72 h é ideal – pegadinha: atrasar para “resolução do edema” é incorreto.
- Em alto risco cirúrgico, drenagem ≠ cura – é ponte e deve ser em centro especializado.
- Colelitíase sintomática sem complicação não justifica drenagem nem tratamento expectante por muito tempo.
Fontes
- Epidemiologia de internações por colelitíase e colecistite no Brasil — Congresso Brasileiro de Cirurgia (CBC) — 2022
- Colelitíase, Pancreatite e Doenças Biliares: Indicações Operatórias — Editora Pasteur — 2026
- ACUTE CHOLECYSTITIS IN HIGH‑RISK PATIENTS… Position Paper — Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva — 2023
- Abordagem da colecistite aguda: estamos seguindo as diretrizes atuais? — Portal Afya — 2025
- RESUMOS DOS TRABALHOS APRESENTADOS
- Abordagem da colecistite aguda: estamos seguindo as diretrizes atuais? - Portal Afya