Um homem com 55 anos de idade procura atendimento em Unidade Básica de Saúde (UBS) por apresentar furunculose de repetição. Durante a investigação de fator predisponente, cogita-se a possibilidade de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). O paciente relata que não tem filhos e vive em união estável há cerca de 20 anos. Nega uso de preservativo nas relações sexuais com sua parceira e afirma não ter relacionamentos extraconjugais. Refere quatro parceiras prévias à atual e afirma que sempre fez uso de preservativo nas relações sexuais com essas parceiras. Nega transfusões sanguíneas ou cirurgias prévias. Em face desse quadro, o médico deve
- A)solicitar sorologia anti-HIV, sem ser necessário pedir autorização do paciente; e, sendo a sorologia positiva, iniciar o tratamento antirretroviral se a contagem de linfócitos T CD4+ for ≤ 350 células/mm3, nada devendo informar à parceira, de modo a manter o sigilo médico recomendado pelo Código de Ética Médica
- B)solicitar sorologia anti-HIV, caso autorizado pelo paciente após o aconselhamento pré-teste, e, sendo positiva, iniciar o tratamento antirretroviral se a contagem de linfócitos T CD4+ for ≤ 500 células/mm3; e solicitar, ainda, que o paciente leve sua parceira à UBS, para oferecer-lhe aconselhamento e testagem anti-HIV
- C)solicitar sorologia anti-HIV, caso autorizado pelo paciente após aconselhamento pré-teste, e, sendo positiva, iniciar o tratamento antirretroviral se a contagem de linfócitos T CD4+ for ≤ 500 células/mm3; e, ainda, convocar, de imediato, a parceira do paciente para aconselhamento e testagem, comunicando-lhe o diagnóstico do parceiro
- D)solicitar sorologia anti-HIV, sem haver necessidade de pedir autorização ao paciente, e, sendo a sorologia positiva, iniciar o tratamento antirretroviral se a contagem de linfócitos T CD4+ for ≤ 350 células/mm3; e, ainda, aguardar a oportunidade de testagem da parceira do paciente, em ida dela à UBS, para comunicar-lhe o diagnóstico do parceiro. questão Uma criança com 6 anos de idade, portadora de anemia falciforme, é internada com quadro de febre de 38,5 ºC associada a tosse, dispneia intensa e dor torácica há 3 dias. Ao exame físico, encontra-se hipoativa, hipocorada +++/4, taquipneica, taquicárdica, com sopro sistólico de ++/6, fígado a 2 cm do rebordo costal direito e baço não palpável, saturação de O2 = 92% em ar ambiente. Radiografia de tórax revela opacificações em lobos inferiores. O hemograma revela hemoglobina = 6,0 g/dL (valor de referência: 12 a 16 g/dL), sendo a hemoglobina do mês anterior igual a 7,2 g/dL. Foram iniciados os procedimentos de oxigenioterapia com máscara com reservatório a 10 L/min, hidratação venosa e analgesia, observando-se elevação da saturação de O2 para 94%. Nesse caso, a conduta terapêutica adequada é (A) transfusão de concentrado de hemácias e início de antibioticoterapia empírica de amplo espectro. (B) transfusão de concentrado de hemácias e instalação de BIPAP. (C) antibioticoterapia empírica de amplo espectro e surfactante. (D) exosanguineotransfusão parcial e instalação de BIPAP