Uma mulher de 42 anos de idade, assintomática, procura o Ambulatório de Clínica Médica sendo diagnosticada hipertensão arterial. Negou tabagismo e etilismo, e afirmou não ter história familiar de hipertensão arterial. Ao exame clínico: eutrófica (IMC = 23 kg/m2) (VR = 18 - 25 Kg/m2), fácies atípica, lúcida, orientada, tireoide sem alteração volumétrica ou presença de nódulos, palpação de pulsos arteriais simétricos e ausculta cardíaca normal, FC = 92 bpm, PA = 190 x 140 mmHg (posição sentada, em ambos os braços), além de ausência de sopros em artérias carótidas ou femorais. No exame do abdome, notou-se sopro abdominal sistodiastólico, mais audível em flanco esquerdo; ausência de visceromegalias ou massas abdominais. Membros inferiores não apresentam edemas. Exames complementares foram realizados: glicemia de jejum, perfil lipídico, eletrólitos e função renal normais; ausência de microalbuminúria ou proteinúria e ECG sem sobrecarga ventricular. O Ecodoppler de artéria renal evidenciou estenose renal bilateral. No caso dessa paciente, qual é a classe de drogas anti- hipertensivas que, quando administrada, pode precipitar insuficiência renal e por qual motivo?
- A)Diuréticos tiazídicos, por aumento da excreção de sódio no túbulo distal.
- B)Inibidores da enzima conversora de angiotensina, por dilatação arteriolar eferente.
- C)Betabloqueadores, por redução da frequência cardíaca e da contratilidade.
- D)Bloqueadores de canais de cálcio, por redução da resistência vascular periférica.