Diabetes mellitus
Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.
Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.
Definição
Doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia decorrente de defeito na secreção e/ou ação da insulina. Inclui Tipo 1 (autoimune, dependente de insulina) e Tipo 2 (resistência insulínica e disfunção das células β).
Epidemiologia e relevância na prova
Relevante: afeta cerca de 12% da população brasileira (~22 milhões de pessoas), comum em provas por sua alta prevalência e impacto clínico e social (pt.wikipedia.org).
Quadro clínico
- DM2: poliúria, polidipsia, perda de peso, fadiga, infecções recorrentes.
- DM1: início agudo em jovens, cetoacidose.
- Achados-chave: hiperglicemia persistente, perda de peso involuntária (DM1), sinais de complicações crônicas.
Diagnóstico
Critérios conforme PCDT MS (atualizado em fev/2026):
- Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL.
- HbA1c ≥ 6,5 %.
- Glicemia casual ≥ 200 mg/dL.
- Glicemia 2h pós-TGO ≥ 200 mg/dL.
Confirmar em jejum em outro dia salvo sintomas clássicos. Diretriz SBD 2025 complementa com repetição de TGO após 6 meses se limítrofe (gov.br).
Tratamento
1ª linha (DM2): metformina (iniciando 500 mg 1–2×/dia, aumentando conforme tolerância) + manejo clínico integrativo (alimentação, atividade física).
Alternativas: insulina NPH ou glargina (transição via Nota Técnica 32/2026 no SUS) (gov.br).
DM1: insulinoterapia intensiva (basal + bolo) com acompanhamento SBD 2025 (manejo antidiabético, insulina rápida, aplicação) (diretriz.diabetes.org.br).
Conduta
Fluxo prático:
- Diagnosticar em APS.
- Iniciar metformina + mudanças de estilo de vida.
- Avaliar metas glicêmicas (HbA1c <7%).
- Indicadores de descontrole ou complicações → encaminhar para especializada.
- Internar em casos de cetoacidose, cetoacidose euglicêmica ou hiperglicemia severa.
- Seguimento longitudinal na APS com equipe multiprofissional (gov.br).
Pontos-chave para a prova
- Repetir TGO após 6 meses se limítrofe (SBD 2025) — pega na prova.
- Transição NPH → glargina dentro do SUS via Nota Técnica 32/2026 — diferencial SUS.
- APS como coordenadora do cuidado; especialidade só em casos complexos (PCDT MS).
Fontes
- Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Diabete Melito Tipo 2 — Ministério da Saúde — 2026
- Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes – Edição 2025 — SBD — 2025
- Nota Técnica Conjunta nº 32/2026 — Ministério da Saúde — 2026
- Relatório de recomendação PCDT DM2 — CONITEC / Ministério da Saúde — 2026
- Diabetes mellitus
- Diabete Melito Tipo 2 — Ministério da Saúde
- Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes – Ed. 2025
- Ministério da Saúde