Asma e DPOC
Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.
Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.
Definição
Asma: doença respiratória crônica caracterizada por inflamação das vias aéreas, sintomas recorrentes (sibilância, dispneia, tosse) e obstrução variável do fluxo expiratório. DPOC: doença caracterizada por limitação persistente do fluxo aéreo, geralmente progressiva e associada à resposta inflamatória anormal a partículas ou gases nocivos.
Epidemiologia e relevância na prova
Asma: prevalência de 4,6 % em adultos e 12,1 % em crianças no Brasil, sendo relevante nas provas pela sua alta morbimortalidade e controle muitas vezes inadequado. DPOC: importante causa de internações e mortalidade e foco em clínica médica por ser altamente prevalente entre fumantes e ex‑fumantes; exige distinção diagnóstica correta.
Quadro clínico
Asma típica: sibilância intermitente, opressão torácica, tosse—pior à noite ou manhã cedo; variável e desencadeada por alergênicos/exercício. DPOC: dispneia progressiva persistente, tosse produtiva crônica, piora aos esforços; história tabágica típica.
Diagnóstico
Asma: espirometria com prova broncodilatadora — aumento ≥ 12 % e ≥ 200 ml no VEF₁ sugere reversibilidade. DPOC: espirometria pós-broncodilatador com VEF₁/CVF < 0,70 confirma limitação persistente. Em sobreposição, seguir protocolo de asma prioritariamente.
Tratamento
Asma: controle por escala escalonada—corticoide inalatório + β₂‑agonista de curta/longa duração; asma grave: imunobiológicos (Benralizumabe, Mepolizumabe, Dupilumabe ou Tezepelumabe) conforme critérios da RN 634/2025. DPOC: broncodilatadores (formoterol, tiotrópio, umeclidínio + vilanterol etc.); evitar CI isolado; tripla terapia ICS‑LAMA‑LABA preferencial em exacerbações frequentes.
Conduta
Fluxo prático: confirmar diagnóstico → iniciar tratamento de primeiro escalão → reavaliação 4–6 semanas → incrementar terapia se não controlado. Encaminhar ou internar se crise grave (dispneia intensa, hipoxemia, instabilidade hemodinâmica). Em DPOC, considerar oxigenoterapia domiciliar se hipoxemia persistente.
Pontos-chave para a prova
- Asma-DPOC coexistência: sempre priorizar o PCDT da asma para tratamento farmacológico (PCDT DPOC SC, fev/2026).
- Asma grave: conhecer critérios da RN 634/2025 para uso de imunobiológicos (eosinófilos ≥ 150/300, exacerbações, corticoide oral).
- DPOC: nunca usar corticoide inalatório isolado; sempre associado a broncodilatador ou em tripla terapia com indicação clara.