Asma e crise asmática na infância
Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.
Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.
Definição
Doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por obstrução reversível e sintomas como chiado, tosse e dispneia em crianças.
Epidemiologia e relevância na prova
Afeta ~20% das crianças brasileiras; causa importante de morbimortalidade, absenteísmo escolar e urgência — frequente em provas de Pediatria brasileira (sbp.com.br).
Quadro clínico
- Chiado, tosse, falta de ar, aperto torácico
- Sibilos expiratórios, tiragem, hiperinsuflação
- Intermitência e variabilidade (crises desencadeadas por vírus, alérgenos, poluição) (sbp.com.br).
Diagnóstico
- Anamnese (recorrência de sintomas, história familiar alérgica)
- Exame clínico com sinais de obstrução das vias aéreas
- Em >6 anos, espirometria com obstrução reversível
- CID‑10: J45.0 a J45.9 (linhasdecuidado.saude.gov.br).
Tratamento
Conduta de 1ª linha:
- Crise leve-moderada (<5 anos): salbutamol inalatório (2 jatos ou 2,5 mg nebulização) a cada 20 min na 1.ª hora; prednisona 2 mg/kg/dia (máx.20 mg ≤2 anos, 30 mg 2‑5 anos) por 3‑5 dias.
- Crise grave: salbutamol 6 jatos ou 2,5 mg nebulização a cada 20 min na 1.ª hora; oxigênio (SatO₂ 94‑98%); considerar ipratrópio.
- Em >6 anos, salbutamol 22,5–30 µg/kg (até 9 jatos) a cada 20 min, conforme reavaliação.
Fonte: SBP (uso de espaçador/crise) e MD‑Brasil (linhas de cuidado) (sbp.com.br).
Conduta
Fluxo prático (<5 anos):
- Classificar gravidade (leve/moderada/grave).
- Leve: tratamento domiciliar, plano de ação, reavaliação em 3 dias.
- Moderada: nebulização/inalação + corticóide oral, observar 1‑2 h e reavaliar; se melhorar, alta com plano + retorno em 2 dias.
- Grave: oxigênio, B2CA + corticoide, encaminhar imediatamente ao hospital/SAMU.
Em unidade de saúde (todas as idades): iniciar B2CA, corticoide oral, oxigênio; reavaliar após 1h; se instável, transferir para UTI; alta somente se estável, com plano e retorno primário em 1‑2 dias para crianças (linhasdecuidado.saude.gov.br).
Pontos-chave para a prova
- Uso de espaçador preferível ao nebulizador em crises leves/moderadas.
- Plano de ação por escrito e orientação familiar são essenciais.
- Diagnóstico em <5 anos é clínico e por resposta terapêutica, não por espirometria.
- Evitar antibióticos nas crises, salvo suspeita de infecção bacteriana.
Fontes
- Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Asma — Ministério da Saúde — 2023
- Linhas de Cuidado: Planejamento terapêutico da Asma — Ministério da Saúde — 2026
- Uso de espaçadores no tratamento da crise aguda de asma — Sociedade Brasileira de Pediatria — 2020
- Asma infantil e estratégias de manejo são debatidas em webinar de atualização científica - Sociedade Brasileira de Pediatria
- Asma na Infância e na Adolescência - Sociedade Brasileira de Pediatria
- Planejamento terapêutico - Asma
- CORONAVÍRUS: Uso de espaçadores no tratamento da crise aguda de asma - Sociedade Brasileira de Pediatria