Câncer de mama e rastreamento
Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.
Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.
Definição
O câncer de mama é a neoplasia maligna originada nos ductos e/ou lobos mamários, sendo o tipo mais incidente em mulheres no Brasil, e o rastreamento visa detectar lesões em fase inicial por meio de mamografia bienal.
Epidemiologia e relevância na prova
É o câncer mais comum entre mulheres brasileiras e principal causa de mortalidade por tumor feminino, tema frequente no Revalida e Enamed por sua relevância clínica e saúde pública.
Quadro clínico
– Habitualmente assintomático no rastreamento.
– Quando sintomático: nódulo endurecido, fixo, persistente ; descarga mamilar espontânea; pele com casca de laranja ou retração; alteração do mamilo.
Diagnóstico
– Rastreamento: mamografia bienal para mulheres de 50‑74 anos (prioritária) segundo INCA/MS (gov.br).
– Fora da faixa: pode-se individualizar entre 40‑49 ou >74 anos, avaliando riscos/benefícios (gov.br).
– Se suspeita clínica: mamografia bilateral + ultrassom mamário, seguido de biópsia (core) para confirmação.
Tratamento
– 1ª linha: depende do estadiamento (PCDT Cancêr de Mama MS 2024) (gov.br):
- Estádio inicial (I‑II): cirurgia conservadora + radioterapia ± hormonioterapia (se receptor hormonal +); quimioterapia adjuvante conforme critérios.
- Localmente avançado (III): quimioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia e radioterapia.
Alternativas: mastectomia ± reconstrução, terapia alvo (HER2+) e hormonioterapia em adjuvante, conforme PCDT.
Conduta
– Mulheres 50‑74 anos: realizar mamografia bienal.
– 40‑49 ou >74: avaliar individualmente, explicando riscos (falsos‑positivos, sobrediagnóstico) (gov.br).
– Achado suspeito: encaminhar para diagnóstico rápido (ultrassom, biópsia).
– Internar/encaminhar: se lesão avançada, infecção, dor intensa, retorno rápido para tratamento iniciado ou complicações.
Pontos-chave para a prova
- Rastreamento bienal entre 50‑74 anos é diretriz prioritária (alto rendimento).
- Faixas 40‑49 ou >74: só individualizar após discussã o risco/benefício (pegadinha comum).
- Autoexame não reduz mortalidade – não é método de rastreamento (pt.wikipedia.org).
- Rastreamento populacional no Brasil é oportunístico, não organizado (rb.org.br).
Fontes
- Posicionamento do INCA sobre faixa etária para rastreamento do câncer de mama — INCA/Ministério da Saúde — 2025
- Versão para profissionais de saúde – INCA — INCA — 2025
- PCDT Câncer de Mama — Ministério da Saúde (CONITEC) — 2026
- Nota Técnica da Comissão Nacional de Mamografia (CBR/SBM/FEBRASGO) — CBR/SBM/FEBRASGO — 2026
- Versão para profissionais de saúde — Instituto Nacional de Câncer - INCA
- MINISTÉRIO DA SAÚDE
- Autoexame de mama
- Radiologia Brasileira - Recommendations of Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Sociedade Brasileira de Mastologia, and Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia for imaging screening for breast cancer