Sangramento do 1º trimestre / abortamento
Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.
Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.
Definição
Sangramento do primeiro trimestre é qualquer sangramento vaginal até 12 semanas de gestação, sendo abortamento espontâneo a expulsão antes de 20‑22 semanas; abortamento precoce até 12 semanas ou peso fetal <500 g. Comum em provas por alta prevalência.
Epidemiologia e relevância na prova
Ocorre em cerca de 15‑25 % de todas as gestações; metade evolui para aborto e metade continua viável, sendo abortamento espontâneo a causa mais frequente (12‑24 %) e responsável por até 80 % das perdas no 1º trimestre (enciclopedia.med.br). Relevante para Revalida/Enamed por frequência e urgência clínica.
Quadro clínico
- Sangramento vaginal, com ou sem dor abdominal tipo cólica.
- Pode se manifestar como: ameaça de aborto (colo fechado, embrião com atividade cardíaca), abortamento completo, incompleto, inevitável ou retido (enciclopedia.med.br).
- Exame físico: colo uterino (aberto/fechado), sinais vitais, instabilidade hemodinâmica (urgência se instável) (amnoroeste.org.br).
Diagnóstico
- Anamnese + exame físico.
- Beta‑hCG seriado e ultrassonografia transvaginal para viabilidade, localização gestacional e características (ex.: saco gestacional, embrião, atividade cardíaca) (portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br).
- Diferenciar entre abortamento e gravidez ectópica, mola hidatiforme, sangramento de implantação (educapes.capes.gov.br).
Tratamento
- Estável, abortamento completo: conduta expectante com monitoramento.
- Abortamento incompleto ou inevitável/retido: esvaziamento uterino (curetagem ou aspiração manual intrauterina) ou misoprostol seguindo protocolos (biblioteca.protocolosclinicos.com.br).
- Estabilização hemodinâmica com fluidos/cristaloides, hemocomponentes se necessário (educapes.capes.gov.br).
Conduta
Fluxo prático:
1. Avaliar estabilidade hemodinâmica; internar se instável.
2. Realizar anamnese, exame físico, beta‑hCG seriado, US TV.
3. Classificar quadro: ameaça, abortamento, ectópica, mola.
4. Conduta: expectante se viável; esvaziamento se incompleto/retido.
5. Encaminhar imunologia (Rh‑), Dor intensa, suspeita de ectópica ou complicação para serviço obstétrico de referência.
Pontos-chave para a prova
- Sangramento no 1º trimestre não significa sempre perda – até metade evolui para gestação normal.
- Ameaça de aborto = sangramento + colo fechado + embrião vivo – não confundir com inevitável/retido.
- US TV + β‑hCG seriado são base do diagnóstico diferencial.
- Em instabilidade hemodinâmica, priorizar estabilização antes dos exames.
Fontes
- Principais Questões sobre Sangramento no Primeiro Trimestre — Portal de Boas Práticas – Fiocruz — 2024
- Cartilha – Síndromes Hemorrágicas — FEBRASGO / Ministério da Saúde — 2022
- Cadernos de Atenção Básica: Complicações da gravidez – abortamento, gestação ectópica, sangramento do primeiro trimestre — Ministério da Saúde — 2023
- Protocolo FEBRASGO Nº 21 – Aborto: classificação, diagnóstico e conduta — FEBRASGO — 2018
- O20 – Código CID-10 | Enciclopédia Médica
- MINISTÉRIO DA SAÚDE
- Principais Questões sobre Sangramento no Primeiro Trimestre
- Cartilha - Síndromes Hemorrágicas