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Infecções na gestação

Ginecologia e ObstetríciaAtualizado em 12/07/2026

Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.

Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.

Definição

Complicações infecciosas na gestação abrangem infecções maternas (sistêmicas ou específicas, como urinárias e sexualmente transmissíveis) com potencial de afetar mãe e/ou feto, podendo resultar em transmissão vertical.

Epidemiologia e relevância na prova

Infecções urinárias são comuns na gravidez e caem frequentemente em provas como Revalida/Enamed. As ISTs (HIV, sífilis, hepatites B/C) têm relevância elevada, sendo rastreadas no pré‑natal e com risco de transmissão perinatal, tema recorrente em provas clínicas e epidemiológicas (febrasgo.org.br).

Quadro clínico

– Infecção urinária: pode ser assintomática (bacteriúria assintomática) ou com sintomas típicos de cistite: disúria, urgência; piúria e bacteriúria no exame de urina.

– ISTs (sífilis, HIV, hepatites): geralmente assintomáticas na gestação, rastreamento essencial.

– Infecções congênitas (STORCH+Z): suspeita com sinais ultrassonográficos e alterações em recém‑nascido (saude.pr.gov.br).

Diagnóstico

– Infecção urinária: urocultura + exame de urina.

– ISTs: rastreamento sorológico no pré‑natal: HIV (1º e 3º trimestres), sífilis (1º, início do 3º trimestre e parto), hepatites B/C conforme risco (bvsms.saude.gov.br).

– Infecções congênitas: exame ultrassonográfico, sorologia materna e investigação no RN conforme protocolos STORCH+Z (saude.pr.gov.br).

Tratamento

– Infecção urinária: nitrofurantoína 100 mg de 6/6 h por 5 dias (não usar após 37 semanas) (bjid.org.br).

– Sífilis: penicilina benzatina (dose e esquema conforme estágio – seguir PCDT‑IST).

– HIV: TAR materna conforme PCDT‑HIV; profilaxia neonatal.

– Hepatites: tratar conforme protocolo específico; vacinação contra hepatite B se não imunizada.

– Infecções congênitas (ex.: toxoplasmose, rubéola): manejo conforme manual obstétrico e FEBRASGO (vacinação rubéola contraindicada na gestação; documentar imunidade e evitar gravidez por 30 dias após vacina) (femina.org.br).

Conduta

Fluxo prático:

– Pré‑natal → rastrear urina e ISTs nos tempos recomendados → tratar imediatamente.

– Em bacteriúria assintomática ou cistite → tratar com antibiótico seguro.

– Se sinais de complicação (febre, dor, ITU complicada) → internar.

– Gestantes com IST → encaminhar conforme protocolo de prevenção da transmissão vertical (PCDT‑TV) (gov.br).

– Suspeita de infecção fetal (STORCH+Z) ou alterações ultrassonográficas → investigar e referenciar para serviço especializado (saude.pr.gov.br).

Pontos-chave para a prova

Fontes

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