Infecções na gestação
Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.
Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.
Definição
Complicações infecciosas na gestação abrangem infecções maternas (sistêmicas ou específicas, como urinárias e sexualmente transmissíveis) com potencial de afetar mãe e/ou feto, podendo resultar em transmissão vertical.
Epidemiologia e relevância na prova
Infecções urinárias são comuns na gravidez e caem frequentemente em provas como Revalida/Enamed. As ISTs (HIV, sífilis, hepatites B/C) têm relevância elevada, sendo rastreadas no pré‑natal e com risco de transmissão perinatal, tema recorrente em provas clínicas e epidemiológicas (febrasgo.org.br).
Quadro clínico
– Infecção urinária: pode ser assintomática (bacteriúria assintomática) ou com sintomas típicos de cistite: disúria, urgência; piúria e bacteriúria no exame de urina.
– ISTs (sífilis, HIV, hepatites): geralmente assintomáticas na gestação, rastreamento essencial.
– Infecções congênitas (STORCH+Z): suspeita com sinais ultrassonográficos e alterações em recém‑nascido (saude.pr.gov.br).
Diagnóstico
– Infecção urinária: urocultura + exame de urina.
– ISTs: rastreamento sorológico no pré‑natal: HIV (1º e 3º trimestres), sífilis (1º, início do 3º trimestre e parto), hepatites B/C conforme risco (bvsms.saude.gov.br).
– Infecções congênitas: exame ultrassonográfico, sorologia materna e investigação no RN conforme protocolos STORCH+Z (saude.pr.gov.br).
Tratamento
– Infecção urinária: nitrofurantoína 100 mg de 6/6 h por 5 dias (não usar após 37 semanas) (bjid.org.br).
– Sífilis: penicilina benzatina (dose e esquema conforme estágio – seguir PCDT‑IST).
– HIV: TAR materna conforme PCDT‑HIV; profilaxia neonatal.
– Hepatites: tratar conforme protocolo específico; vacinação contra hepatite B se não imunizada.
– Infecções congênitas (ex.: toxoplasmose, rubéola): manejo conforme manual obstétrico e FEBRASGO (vacinação rubéola contraindicada na gestação; documentar imunidade e evitar gravidez por 30 dias após vacina) (femina.org.br).
Conduta
Fluxo prático:
– Pré‑natal → rastrear urina e ISTs nos tempos recomendados → tratar imediatamente.
– Em bacteriúria assintomática ou cistite → tratar com antibiótico seguro.
– Se sinais de complicação (febre, dor, ITU complicada) → internar.
– Gestantes com IST → encaminhar conforme protocolo de prevenção da transmissão vertical (PCDT‑TV) (gov.br).
– Suspeita de infecção fetal (STORCH+Z) ou alterações ultrassonográficas → investigar e referenciar para serviço especializado (saude.pr.gov.br).
Pontos-chave para a prova
- Bacteriúria assintomática em gestante: sempre tratar.
- Rastreamento de ISTs é obrigatório no pré‑natal mesmo sem sintomas.
- Nitrofurantoína contraindica‑se após 37 semanas de gestação.
- Vacina de rubéola contraindicada na gestação — documentar imunidade e evitar gestar por 30 dias após a vacinação.
Fontes
- Infecções do trato urinário durante a gravidez. 3ª ed. — FEBRASGO — 2024
- Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis — Ministério da Saúde — 2020
- Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical do HIV, Sífilis e Hepatites Virais — Ministério da Saúde — 2026
- Protocolo Nacional: Imunização contra rubéola na gestação — Femina — 2026
- Diretoria da Febrasgo
- Infecções Congênitas (STORCH+Z) | Secretaria da Saúde
- MINISTÉRIO DA SAÚDE
- Joint report of SBI (Brazilian Society of Infectious Diseases), FEBRASGO (Brazilian Federation of Gynecology and Obstetrics Associations), SBU (Brazilian Society of Urology) and SBPC/ML (Brazilian Society of Clinical Pathology/Laboratory Medicine): recommendations for the clinical management of lower urinary tract infections in pregnant and non-pregnant women | The Brazilian Journal of Infectious Diseases