Pré-eclâmpsia e eclâmpsia
Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.
Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.
Definição
Pré‑eclâmpsia: hipertensão (PAS ≥140 e/ou PAD ≥90 mmHg) surgida após 20 semanas de gestação em gestante previamente normotensa, associada à proteinúria ou disfunção de órgão‑alvo. Eclâmpsia: ocorrência de convulsões tônico‑clônicas em quadro de pré‑eclâmpsia, sem outra causa identificada.
Epidemiologia e relevância na prova
Relevante por representar até 15 % das gestações no Brasil e ser uma das principais causas de mortalidade materna (até 170 óbitos maternos por 100 000 nascidos vivos em centros de alto risco), além de responder por cerca de 25 % dos partos prematuros. Alta incidência e gravidade fazem com que seja tema recorrente em provas como Revalida e Enamed (bvsms.saude.gov.br).
Quadro clínico
Clássico: hipertensão após 20 semanas, podendo haver edema, cefaleia, alterações visuais (visão turva, fotopsias), dor epigástrica/hipocôndrio direito, disfunção renal ou hepática; eclâmpsia caracteriza‑se por convulsões generalizadas sem outra causa (bvsms.saude.gov.br).
Diagnóstico
Critérios: PAS ≥140 e/ou PAD ≥90 mmHg após 20 semanas + proteinúria ≥300 mg/24h ou relação proteína/creatinina >0,3, ou sinal de disfunção orgânica (plaquetas <100 000/mm³, creatinina >1,1 mg/dL ou ≥2× basal, transaminases elevadas, edema pulmonar, sintomas visuais ou cefaleia persistente) (sbn.org.br).
Tratamento
Conduta 1ª linha: controle da hipertensão — hidralazina IV 5 mg a cada 20‑30 min (alternativa: nifedipina oral 10‑20 mg, evitar sublingual); prevenção/tratamento de eclâmpsia: sulfato de magnésio (geralmente bolus 4–6 g IV + manutenção); corte definitivo: parto — a termo ou antecipado se grave (cosemssp.org.br).
Conduta
Fluxo prático: confirmar PA e proteinúria; estratificar gravidade; internar casos graves ou com sinais de disfunção; controlar PA e iniciar sulfato de magnésio conforme gravidade; monitorar vitalidade fetal; decidir tempo de parto conforme bem‑estar materno‑fetal e idade gestacional. Internar: se PA grave, sinais de órgão‑alvo ou eclâmpsia iminente.
Pontos-chave para a prova
- Proteinúria pode estar ausente: privilégie sinais de disfunção orgânica para diagnóstico.
- Sulfato de magnésio é o único agente com evidência de prevenção/controle da eclâmpsia.
- Nifedipina sublingual é contraindicada em emergência hipertensiva obstétrica.
- Alta ingestão de cálcio (≥1 g/dia) pode prevenir pré‑eclâmpsia em gestantes com baixa ingestão dietética.
- Hipertensão gestacional evolui para pré‑eclâmpsia em até 50 % dos casos — manter vigilância.
- Síndrome HELLP e PRES são variantes graves — considerá‑las no diagnóstico diferencial.
Fontes
- Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025 — SBC — 2025
- Manual Gestação de Alto Risco (hipertensão gestacional e pré‑eclâmpsia) — Ministério da Saúde — 2025
- Recomendação sobre reposição de cálcio para prevenção da pré‑eclâmpsia — FEBRASGO / RBEHG — 2026
- Pressão alta na gravidez – informação Ministério da Saúde — Ministério da Saúde — 2026
- “Conheça os Sintomas” : 22/5 – Dia Mundial da Pré-eclâmpsia 2026 | Biblioteca Virtual em Saúde MS
- REALIZAÇÃO Diretriz Brasileira de Hipertensão Art
- Brandão et al.