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Pré-eclâmpsia e eclâmpsia

Ginecologia e ObstetríciaAtualizado em 12/07/2026

Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.

Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.

Definição

Pré‑eclâmpsia: hipertensão (PAS ≥140 e/ou PAD ≥90 mmHg) surgida após 20 semanas de gestação em gestante previamente normotensa, associada à proteinúria ou disfunção de órgão‑alvo. Eclâmpsia: ocorrência de convulsões tônico‑clônicas em quadro de pré‑eclâmpsia, sem outra causa identificada.

Epidemiologia e relevância na prova

Relevante por representar até 15 % das gestações no Brasil e ser uma das principais causas de mortalidade materna (até 170 óbitos maternos por 100 000 nascidos vivos em centros de alto risco), além de responder por cerca de 25 % dos partos prematuros. Alta incidência e gravidade fazem com que seja tema recorrente em provas como Revalida e Enamed (bvsms.saude.gov.br).

Quadro clínico

Clássico: hipertensão após 20 semanas, podendo haver edema, cefaleia, alterações visuais (visão turva, fotopsias), dor epigástrica/hipocôndrio direito, disfunção renal ou hepática; eclâmpsia caracteriza‑se por convulsões generalizadas sem outra causa (bvsms.saude.gov.br).

Diagnóstico

Critérios: PAS ≥140 e/ou PAD ≥90 mmHg após 20 semanas + proteinúria ≥300 mg/24h ou relação proteína/creatinina >0,3, ou sinal de disfunção orgânica (plaquetas <100 000/mm³, creatinina >1,1 mg/dL ou ≥2× basal, transaminases elevadas, edema pulmonar, sintomas visuais ou cefaleia persistente) (sbn.org.br).

Tratamento

Conduta 1ª linha: controle da hipertensão — hidralazina IV 5 mg a cada 20‑30 min (alternativa: nifedipina oral 10‑20 mg, evitar sublingual); prevenção/tratamento de eclâmpsia: sulfato de magnésio (geralmente bolus 4–6 g IV + manutenção); corte definitivo: parto — a termo ou antecipado se grave (cosemssp.org.br).

Conduta

Fluxo prático: confirmar PA e proteinúria; estratificar gravidade; internar casos graves ou com sinais de disfunção; controlar PA e iniciar sulfato de magnésio conforme gravidade; monitorar vitalidade fetal; decidir tempo de parto conforme bem‑estar materno‑fetal e idade gestacional. Internar: se PA grave, sinais de órgão‑alvo ou eclâmpsia iminente.

Pontos-chave para a prova

Fontes

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