Corrimento e vulvovaginites
Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.
Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.
Definição
Corrimento vaginal patológico associado à inflamação da vulva e/ou vagina, causado por agentes como Candida spp., Gardnerella vaginalis ou Trichomonas vaginalis.
Epidemiologia e relevância na prova
Representa cerca de 30 % das queixas ginecológicas; vaginose bacteriana é a causa mais frequente em idade reprodutiva. Alta incidência e relevância no Revalida/Enamed. Fonte do MS afirma que corrimento é uma das principais causas de consulta (~30 %) e vaginose é a mais frequente na faixa reprodutiva (gov.br).
Quadro clínico
- Candidíase: corrimento branco, espesso (“leite coalhado”), prurido, vulva eritematosa;
- Vaginose bacteriana: corrimento branco‑acinzentado, fluido, odor fétido (“peixe podre”);
- Tricomoníase: corrimento amarelo‑esverdeado, espumoso, prurido, irritação vulvar e cervical. Todas com odor ou prurido variable (gov.br).
Diagnóstico
- Anamnese: características do corrimento (cor, consistência, odor), prurido, irritação, práticas sexuais, higiene, uso de fármacos (gov.br);
- Exame ginecológico: observar corrimento, eritema, edema, lesões (gov.br);
- Testes: fluxo vaginal + exame de microscopia a fresco (se disponível): pH >4,5 + KOH positivo + clue cells → vaginose bacteriana; Trichomonas visível → tricomoníase; hifas → candidíase. Sem microscopia: tratamento empírico conforme quadro e pH/KOH se possível (gov.br).
Tratamento
Primeira linha:
- Candidíase: clotrimazol 100 mg ovulado por 6–7 dias ou fluconazol 150 mg oral dose única (quando disponível nas diretrizes MS).
- Vaginose bacteriana: metronidazol 500 mg VO 12/12 h por 7 dias (ou gel vaginal se disponível).
- Tricomoníase: metronidazol 500 mg VO 12/12 h por 7 dias (tratamento de parcerias sexuais essencial).
Alternativas: tinidazol oral se falha ou intolerância; no caso de candidíase recorrente, considerar manutenção ou tratamento supressivo. (Atual base em protocolos MS/IST) (gov.br).
Conduta
- Fluxograma prático MS: suspeita → história e exame → microscopia se disponível → diagnóstico etiológico → tratamento específico;
- Se não melhora em 7–10 dias, reavaliar, considerar outra etiologia ou coinfecções;
- Internar/encaminhar se: sinais de DIP (dor abdominal intensa, febre), gravidez de alto risco, falha terapêutica persistente, populações vulneráveis (imunossuprimidas) ou suspeita de IST associada que necessite abordagem especializada (gov.br).
Pontos-chave para a prova
- Vaginose bacteriana não é IST, mas aumenta risco de IST e complicações obstétricas.
- Microscopia a fresco com pH e KOH é exame simples e prático fundamental.
- Sempre questionar odor, consistência e aferir práticas sexuais/higiene — detalhes frequentes em prova.
Fontes
- Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para atenção integral às pessoas com IST — Ministério da Saúde — 2024 (anexo alterado em 2024)
- Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para atenção integral às pessoas com IST (texto PDF) — Ministério da Saúde — 2020 (revisado)
- Corrimentos – Ministério da Saúde — Ministério da Saúde
- Vaginite – BMJ Best Practice (atualização 2025/2026) — BMJ Best Practice — 2026
- Corrimentos
- MINISTÉRIO DA SAÚDE
- MINISTÉRIO DA SAÚDE