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Hemorragia pós-parto

Ginecologia e ObstetríciaAtualizado em 12/07/2026

Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.

Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.

Definição

A hemorragia pós‑parto (HPP) é definida como perda sanguínea ≥500 mL após parto vaginal ou ≥1000 mL após cesárea nas primeiras 24 h, ou qualquer sangramento que cause instabilidade hemodinâmica.

Epidemiologia e relevância na prova

No mundo, a HPP é a principal causa de morte materna; no Brasil, é a segunda causa. É tema recorrente em provas como Revalida e Enamed por sua gravidade, alta incidência e relevância obstétrica. (febrasgo.org.br)

Quadro clínico

Apresentação típica inclui sangramento excessivo no puerpério imediato, sinais de hipovolemia (taquicardia, hipotensão, sudorese, palidez, aumento do índice de choque). Mnemônico dos “4 T’s”: • Tônus (atonia uterina – causa mais comum, ~80 %) • Trauma (lacerações, hematomas) • Tecido (retenção placentária) • Trombina (distúrbios da coagulação) (febrasgo.org.br)

Diagnóstico

Baseia‑se na quantificação do sangramento (visual, pesagem de compressas ou métodos gravimétricos) + avaliação clínica com sinais de instabilidade. Fazer hemograma, coagulograma, fibrinogênio, tipagem e prova cruzada. Calcular índice de choque (FC/PA sistólica). (febrasgo.org.br)

Tratamento

Conduta de 1ª linha: • Ocitocina – 5 UI EV lento em 3 min, seguida de manutenção de 20‑40 UI em 500 mL SF0,9% a 250 mL/h. • Ácido tranexâmico – 1 g em 100 mL SF0,9% em 10 min. • Cristaloides aquecidos até 2 000 mL. Alternativas se refratário: metilergometrina 0,2 mg IM (se não hipertensa), misoprostol 800‑1000 µg via retal ou 600 µg sublingual; repetir dose após 20–30 min; crioprecipitado se fibrinogênio <200 mg/dL; transfusão maciça (1 CH:1 PFC:1 plaquetas) se choque grave IC >1,7. (febrasgo.org.br)

Conduta

Fluxo prático: • Suspeita de HPP → ativar protocolo, chamar equipe (2 obstetras, enfermeiro, técnicos), iniciar compressão uterina, monitorização (FC, PA, SaO₂, temperatura), oxigênio, aquecimento, elevação de MMII, drenagem vesical; quantificar sangramento; calcular IC; acesso venoso duplo. • Se sangramento reduz e estabilidade → manter ocitocina por 24 h. • Se não → avançar para uterotonicos alternativos, hemostase cirúrgica (balão intrauterino, suturas compressivas, ligaduras, embolização, histerectomia). Internar todas, encaminhar cirúrgico se falha terapêutica ou instabilidade. (febrasgo.org.br)

Pontos-chave para a prova

Fontes

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