Hemorragia pós-parto
Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.
Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.
Definição
A hemorragia pós‑parto (HPP) é definida como perda sanguínea ≥500 mL após parto vaginal ou ≥1000 mL após cesárea nas primeiras 24 h, ou qualquer sangramento que cause instabilidade hemodinâmica.
Epidemiologia e relevância na prova
No mundo, a HPP é a principal causa de morte materna; no Brasil, é a segunda causa. É tema recorrente em provas como Revalida e Enamed por sua gravidade, alta incidência e relevância obstétrica. (febrasgo.org.br)
Quadro clínico
Apresentação típica inclui sangramento excessivo no puerpério imediato, sinais de hipovolemia (taquicardia, hipotensão, sudorese, palidez, aumento do índice de choque). Mnemônico dos “4 T’s”: • Tônus (atonia uterina – causa mais comum, ~80 %) • Trauma (lacerações, hematomas) • Tecido (retenção placentária) • Trombina (distúrbios da coagulação) (febrasgo.org.br)
Diagnóstico
Baseia‑se na quantificação do sangramento (visual, pesagem de compressas ou métodos gravimétricos) + avaliação clínica com sinais de instabilidade. Fazer hemograma, coagulograma, fibrinogênio, tipagem e prova cruzada. Calcular índice de choque (FC/PA sistólica). (febrasgo.org.br)
Tratamento
Conduta de 1ª linha: • Ocitocina – 5 UI EV lento em 3 min, seguida de manutenção de 20‑40 UI em 500 mL SF0,9% a 250 mL/h. • Ácido tranexâmico – 1 g em 100 mL SF0,9% em 10 min. • Cristaloides aquecidos até 2 000 mL. Alternativas se refratário: metilergometrina 0,2 mg IM (se não hipertensa), misoprostol 800‑1000 µg via retal ou 600 µg sublingual; repetir dose após 20–30 min; crioprecipitado se fibrinogênio <200 mg/dL; transfusão maciça (1 CH:1 PFC:1 plaquetas) se choque grave IC >1,7. (febrasgo.org.br)
Conduta
Fluxo prático: • Suspeita de HPP → ativar protocolo, chamar equipe (2 obstetras, enfermeiro, técnicos), iniciar compressão uterina, monitorização (FC, PA, SaO₂, temperatura), oxigênio, aquecimento, elevação de MMII, drenagem vesical; quantificar sangramento; calcular IC; acesso venoso duplo. • Se sangramento reduz e estabilidade → manter ocitocina por 24 h. • Se não → avançar para uterotonicos alternativos, hemostase cirúrgica (balão intrauterino, suturas compressivas, ligaduras, embolização, histerectomia). Internar todas, encaminhar cirúrgico se falha terapêutica ou instabilidade. (febrasgo.org.br)
Pontos-chave para a prova
- Cuidado com definição: qualquer sangramento que cause instabilidade hemodinâmica conta como HPP, ainda que <500 mL.
- Estimar perda só visualmente é impreciso—use métodos gravimétricos sempre que possível.
- Ácido tranexâmico deve ser dado precocemente (ideal nas primeiras horas).
Fontes
- Hemorragia pós‑parto (Protocolo Febrasgo de Obstetrícia, nº 52) — FEBRASGO — 2025
- Diagnóstico e manejo hemostático na hemorragia obstétrica: aplicabilidade do uso de hemocomponentes e hemoderivados — FEBRASGO — 2025
- Procedimento para tratar hemorragia pós‑parto (fluxograma) — FEBRASGO — 2026
- ISSN 0100-7254
- SÉRIE ORIENTAÇÕES
- febrasgo Federação Brasileira das Associações de G
- Procedimento para tratar hemorragia pós parto | Febrasgo