Miomatose uterina
Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.
Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.
Definição
Miomatose uterina é a presença de múltiplos leiomiomas (miomas) no útero – tumores benignos do músculo liso uterino, dependentes de estímulo hormonal.
Epidemiologia e relevância na prova
É comum em mulheres em idade reprodutiva, frequentemente assintomática, mas se torna relevante em exames como Revalida/Enamed devido à sua prevalência e possibilidade de causar sangramento uterino anormal e anemia; cai muito nas provas por sua alta incidência e impacto clínico (bvsms.saude.gov.br).
Quadro clínico
- A maioria é assintomática. Quando há sintomas:
- Sangramento menstrual excessivo (menorragia, hipermenorreia).
- Aumento do volume abdominal, sensação de ‘gravidez’ em mulheres magras.
- Dor pélvica, sintomas compressivos (frequência urinária aumentada, constipação, retenção urinária).
- Raramente, infertilidade pode estar associada, especialmente em miomas submucosos ou intramurais com componente intracavitário (bvsms.saude.gov.br).
Diagnóstico
- Clínico + exame físico (abdômen e toque vaginal).
- Ultrassonografia transvaginal: principal método para confirmar número, tamanho, volume uterino, localização (submucoso, intramural, subseroso) (bvsms.saude.gov.br).
Tratamento
1ª linha e alternativas:
- Seguimento clínico e tranquilização (maioria assintomática) (bvsms.saude.gov.br).
- Para sangramento uterino aumentado:
- Ácido tranexâmico.
- DIU levonorgestrel (DIU-LNG) – recomendados pelo SUS conforme proposta de atualização da Conitec em 2026 (gov.br).
- Agonistas GnRH (ex: triptorrelina 11,25 mg, leuprorrelina 3,75 mg ou goserrelina) – especialmente antes de cirurgia para reduzir volume e anemia (ba.gov.br).
- Cirúrgico: miomectomia (conservadora) ou histerectomia (definitiva), conforme sintomas, desejo reprodutivo e falha do tratamento médico (bvsms.saude.gov.br).
Conduta
- Mulher assintomática: tranquilizar, acompanhamento clínico.
- Sintomática: investigar com US transvaginal e tratar conforme sintomas.
- Encaminhar para ginecologia se:
- Sintomas persistentes após 3 meses de tratamento clínico otimizado.
- Instabilidade hemodinâmica ou anemia grave.
- Informações importantes no encaminhamento: exame físico, hemograma com data, imagem e tratamento em uso com doses/posologia (bvsms.saude.gov.br).
- Internar/urgência: em caso de sangramento intenso com instabilidade ou anemia sintomática grave (bvsms.saude.gov.br).
Pontos-chave para a prova
- Maioria assintomática – evitar tratamentos desnecessários.
- DIU‑LNG e ácido tranexâmico recomendados pelo SUS (2026 Conitec).
- Agonistas GnRH usados como ponte pré-cirúrgica.
- Encaminhamento deve detalhar quadro clínico, exames e tratamento prévio.
Fontes
- Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Leiomioma de Útero — Ministério da Saúde — 2025
- Protocolo Atenção Básica: Saúde da Mulher – Miomas — Ministério da Saúde / Instituto Sírio‑Libanês — 2026
- Informações sobre Miomas Uterinos – BVS MS — Ministério da Saúde — 2005
- Proposta de atualização do PCDT Leiomioma – Conitec — Conitec / Ministério da Saúde — 2026
- Guia de medicamentos especializados – SESAB Leiomioma de Útero — SESAB — 2025
- Minist�rio da Sa�de
- Miomas uterinos | Biblioteca Virtual em Saúde MS
- MINISTÉRIO DA SAÚDE