Puerpério e infecção puerperal
Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.
Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.
Definição
Infecção puerperal: infecção do trato genital que ocorre no puerpério, caracterizada principalmente por febre ≥ 38 °C após 24 h do parto por pelo menos 2 dias. Definição epidemiológica utilizada para vigilância de IRAS. (ANVISA)
Epidemiologia e relevância na prova
É causa relevante de morbidade e mortalidade materna, aumenta tempo de internação e custos hospitalares. Tem alta incidência especialmente em cesáreas. É tema recorrente no Revalida/Enamed por fazer parte dos agravos maternos evitáveis. (ANVISA; dados UFPEL março 2026)
Quadro clínico
- Febre ≥ 38 °C após 24 h do parto, persistente por ≥ 2 dias
- Dor abdominal ou pélvica
- Secreção loquial fétida ou aumento do sangramento
- Sinais de sepse (taquicardia, taquipneia, hipotensão) em casos graves
Diagnóstico
- Critérios: febre puerperal como acima (ANVISA)
- Identificar via de parto (vaginal ou cesárea) pois critérios variam (ANVISA)
- Exames: hemograma (leucocitose), PCR, culturas loquiais ou de ferida cirúrgica, imagem (US de foco pélvico se suspeita abscesso)
Tratamento
1ª linha:
- Endometrite: clindamicina + gentamicina intravenosa
- Infecção de incisão (cesárea): cefalexina ou cefazolina até 7–10 dias
Alternativas:
- Em alérgicas à penicilina: clindamicina + gentamicina ou metronidazol conforme foco
Conduta
Fluxo prático:
- Avaliar sinais vitais e instabilidade hemodinâmica
- Se sinais de sepse ou instabilidade → internação e antibioticoterapia empírica IV
- Se quadro leve (febre isolada, sem sinais de sepse), e acesso ambulatorial: iniciar antibioticoterapia oral, agendar retorno em 48 h
- Investigar foco específico e ajustar acordo com cultura e sensibilidade
- Encaminhar para obstetra/internação se falha terapêutica, complicações (abscesso, peritonite)
Pontos-chave para a prova
- Febre isolada precoce (< 24 h) pode ser fisiológica (ex: engurgitamento mamário ou esforço do parto) – não confundir com infecção puerperal
- Critérios variam de acordo com via de parto — atenção ao tipo para diagnóstico correto