Rastreamento do câncer de colo
Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.
Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.
Definição
Rastreamento do câncer do colo do útero é a identificação de lesões precursoras ou infecções por HPV oncogênico em pessoas sem sintomas, visando prevenção da evolução para câncer invasor. Em 2025, o teste molecular de DNA-HPV tornou-se o método de escolha no SUS.
Epidemiologia e relevância na prova
É o terceiro tipo de câncer mais incidente entre mulheres no Brasil (excetuando pele não melanoma). Alta relevância em provas por ser amplamente prevenível via rastreamento e vacinação. A cobertura adequada reduz mortalidade e incidência significativamente.
Quadro clínico
Na fase de rastreamento, geralmente ausente de sintomas. Lesões precursoras são assintomáticas; câncer invasor pode apresentar sangramento vaginal anormal, dor ou corrimento incomum — conhecimento dos sinais é importante para diferenciar triagem de diagnóstico.
Diagnóstico
- Exame primário: teste molecular para DNA-HPV oncogênico em pessoas com colo do útero de 25 a 64 anos que já iniciaram atividade sexual, com periodicidade de 5 anos se negativo (MS, 2026; PCDT, 2025) (gov.br).
- Alternativa: citologia (Papanicolaou), em locais sem acesso ao DNA-HPV (gov.br).
Tratamento
Este tópico não se aplica diretamente ao rastreamento. Contudo, lesões precursoras detectadas são manejadas conforme protocolos específicos (ex.: crioterapia, CO2, conização), não abordados nas diretrizes de rastreamento revisadas em 2025.
Conduta
Fluxo prático:
- Ofertar DNA‑HPV de 5 em 5 anos se negativo em pessoas com colo do útero de 25‑64 anos sexualmente ativas.
- Se positivo, encaminhar para colposcopia conforme orientação local.
- Se não houver acesso ao DNA‑HPV, usar citologia trienal após dois exames anuais normais.
- Internar/encaminhar: sinais de câncer invasor (sangramento persistente, massa) requerem avaliação diagnóstica imediata e possível internação para estadiamento/tratamento.
Pontos-chave para a prova
- Teste molecular de DNA‑HPV é o exame primário desde 2025 (Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 13/2025).
- Periodicidade de 5 anos se HPV negativo, mais espaçada que o Papanicolaou tradicional.
- Citologia ainda válida onde não há acesso ao DNA‑HPV.
- Faixa etária‑alvo: 25‑64 anos com atividade sexual prévia.
- Cobertura adequada reduz incidência de câncer invasor em até 90%.
Fontes
- Como funciona o rastreamento do câncer no SUS? — Ministério da Saúde — 2026
- Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 13, de 29 de julho de 2025 – Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero: Parte I — Ministério da Saúde — 2025
- Controle do Câncer do Colo do Útero — INCA / Ministério da Saúde — 2025
- Como funciona o rastreamento do câncer no SUS? — Ministério da Saúde
- Detecção precoce — Instituto Nacional de Câncer - INCA