Traumatismo cranioencefálico
Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.
Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.
Definição
TCE é uma lesão cerebral decorrente de força física externa sobre o crânio e estruturas encefálicas, podendo ser fechado ou penetrante — importância em cirurgia geral pela urgência e potencial de sequelas.
Epidemiologia e relevância na prova
Alta incidência no Brasil; maior causa de morte e incapacidade em adultos jovens; entre crianças de 5‑9 anos, até 40 % das mortes podem ser por TCE, com enorme custo social e econômico — tópico recorrente em prova clínica.
Quadro clínico
Apresentação varia: leve (cefaleia, perda transitória de consciência, náusea), moderado a grave (confusão, alteração do nível de consciência, sinais de hipertensão intracraniana como vômitos em jato, anisocoria, paresia motora).
Diagnóstico
Avaliação primária ABCDE seguida por Glasgow; TC de crânio no trauma moderado/grave ou sinais de alerta; TC pode mostrar hematomas, fraturas, edema, herniação.
Tratamento
Leve: observação, analgesia e orientação. Moderado/grave: manejo ATLS, controle de PIC (elevação cabeceira, sedação, osmoterapia manitol 0,5‑1 g/kg ou solução hipertônica 20 %, hiperventilação se emergência), descompressão cirúrgica se indicado. Penetrante: seguir diretrizes BTF 2026, ressuscitação, imagem vascular seriada, prophylaxia antibiótica, avaliação neurocirúrgica precoce.
Conduta
Fluxo prático: 1) avaliação rápida e estabilização (ABCDE + Glasgow); 2) classificação; 3) TC imediata se moderado/grave; 4) internar em UTI respiratória ou neuro; 5) monitorar PIC; 6) neurocirurgia se hematoma expansivo ou deterioração; 7) leve pode alta com orientação e retorno se piora.
Pontos-chave para a prova
- Pegadinha: TCE leve sem alteração imediata pode evoluir — observação mínima 24 h ou instrução clara para retorno urgente.
- Alto rendimento: cálculo da dose de manitol; reconhecer sinais de hipertensão intracraniana mesmo com pupilas isocóricas.
- Outro: seguir fluxograma ATLS com escore de Glasgow, não apenas sinais subjetivos.
Fontes
- Diretrizes – Atenção à Reabilitação da Pessoa com Traumatismo Cranioencefálico — Ministério da Saúde — 2024
- Protocolo de manejo de traumatismo cranioencefálico no pronto-socorro — Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória (estadual) — 2026
- TCE penetrante: diretrizes BTF 2026 — Portal Afya (com base em BTF) — 2026