Cetoacidose diabética
Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.
Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.
Definição
Complicação metabólica aguda do diabetes caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetose; ocorre mais em DM1, mas também em DM2.
Epidemiologia e relevância na prova
Incidência de cerca de 4 a 8 episódios por 1.000 pessoas com DM; mortalidade atualmente inferior a 1% em centros de excelência, mas >5% em idosos ou com doenças graves, até 30% se houver edema cerebral (diretriz.diabetes.org.br).
Quadro clínico
- Poliúria, polidipsia, perda de peso, náuseas, vômitos, dor abdominal
- Respiração de Kussmaul (taquipneia), sinais de desidratação (pele seca, língua seca, extremidades frias), taquicardia, alteração do nível de consciência, agitação, facies hiperemiada, hipotonias (diretriz.diabetes.org.br).
Diagnóstico
- Glicemia > 200 mg/dL
- Acidose metabólica: pH venoso < 7,3 e/ou bicarbonato < 15 mEq/L
- Cetose: cetonemia ≥ 3 mmol/L ou cetonúria ≥ 2+ nas tiras reagentes (diretriz.diabetes.org.br).
- Preferir cetonemia capilar (mais acurada que cetonúria) e ânion gap >12 mEq/L como apoio (diretriz.diabetes.org.br).
Tratamento
- Hidratação com soro cristalóide (iniciar com SF 0,9%);
- Insulina regular IV: esquema típico (geralmente 0,1 U/kg/h) com ajuste da taxa conforme queda da glicemia;
- Alternativa: insulina rápida subcutânea em CAD leve-moderada se equipe capacitada e monitorização cada 1–4 h (diretriz.diabetes.org.br);
- Corrigir eletrólitos (especialmente potássio antes da insulina, conforme protocolos – base internacional e citado em contextos brasileiros) (reddit.com);
- Bicarbonato só se pH < 6,9; fosfato só se hipofosfatemia grave com manifestações clínicas (diretriz.diabetes.org.br).
Conduta
- Avaliar gravidade pelo pH (leve, moderada, grave);
- Internar todos os casos, preferencialmente em UTI se grave ou instável;
- Monitorar glicemia capilar, eletrólitos, gases, ânion gap, estado clínico;
- Transição para insulina subcutânea quando resolução (melhora da acidose, cetonemia, estabilidade), iniciar insulina basal-bolus 1–2 h antes de interromper IV (diretriz.diabetes.org.br).
Pontos-chave para a prova
- Priorizar cetonemia capilar sobre cetonúria (melhor acurácia)
- Importante corrigir potássio antes da insulina (risco de hipocalemia)
- Uso de bicarbonato só se pH < 6,9; fosfato somente em hipofosfatemia grave
- Transição bem planejada da insulina IV para SC
Fontes
- Diagnóstico e tratamento da cetoacidose diabética — Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) — 2023
- Diagnóstico e tratamento da cetoacidose diabética euglicêmica — Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) — 2023
- Diagnóstico e tratamento da cetoacidose diabética – Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes – Ed. 2025
- Diagnóstico e tratamento da cetoacidose diabética
- Recursos enamed