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Fibrilação atrial

Clínica MédicaAtualizado em 12/07/2026

Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.

Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.

Definição

Arritmia supraventricular caracterizada por atividade atrial elétrica totalmente desorganizada, ausência de ondas P discerníveis e intervalos RR irregulares no ECG, com duração ≥30 segundos.

Epidemiologia e relevância na prova

É a arritmia sustentada mais comum, com prevalência global de cerca de 2–3% e tendência de duplicar em idosos (>55 anos) até 2060; importante por aumentar em ~400% o risco de AVC, HF e mortalidade — tema frequente em provas devido à sua relevância clínica e prevalência crescente (ojs.brazilianjournals.com.br).

Quadro clínico

Apresentação típica: palpitações, fadiga, dispneia, presíncope ou assintomática; achados-chave: pulso irregular, frequência ventricular variável, ritmo 'irregularmente irregular' no ECG (scielo.br).

Diagnóstico

Diagnóstico confirmado por ECG (12 derivações ou monitor uni‑derivação ≥30 s). Classificação em FA clínica ou subclínica (detectada por dispositivos implantáveis ≥175 bpm), e por duração: paroxística (<7 d), persistente (>7 d e <1 ano), persistente de longa duração (>1 ano), permanente ou pós‑ablação (scielo.br).

Tratamento

1ª linha: anticoagulação oral (preferencialmente DOAC, exceto estenose mitral moderada/grave ou prótese mecânica — nesses casos, varfarina, alvo INR 2–3). Dose conforme bula/regime. Alternativas: controle de frequência (beta‑bloqueador, bloqueador de cálcio, digoxina), controle de ritmo (antiarrítmicos: propafenona, amiodarona, sotalol). Cardioversão elétrica: anticoagular se FA ≥24 h (ou TEE prévio se tempo incerto) por pelo menos 3 semanas; se <24 h, anticoagulação imediata; manter anticoagulação ≥4 semanas após cardioversão, ou indefinidamente conforme escore CHA₂DS₂‑VA (abccardiol.org).

Conduta

Fluxo prático: 1) Diagnosticar e classificar FA; 2) Avaliar risco tromboembólico com CHA₂DS₂‑VA; 3) Iniciar anticoagulação conforme risco e tipo valvar; 4) Definir estratégia: controlar frequência ou ritmo; 5) Decidir sobre cardioversão se sintomático/instável; 6) Internar se instabilidade hemodinâmica, alto risco tromboembólico, falha terapêutica ambulatorial; caso contrário, manejo ambulatorial com seguimento e controle de fatores de risco (socesp.org.br).

Pontos-chave para a prova

Fontes

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