Fibrilação atrial
Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.
Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.
Definição
Arritmia supraventricular caracterizada por atividade atrial elétrica totalmente desorganizada, ausência de ondas P discerníveis e intervalos RR irregulares no ECG, com duração ≥30 segundos.
Epidemiologia e relevância na prova
É a arritmia sustentada mais comum, com prevalência global de cerca de 2–3% e tendência de duplicar em idosos (>55 anos) até 2060; importante por aumentar em ~400% o risco de AVC, HF e mortalidade — tema frequente em provas devido à sua relevância clínica e prevalência crescente (ojs.brazilianjournals.com.br).
Quadro clínico
Apresentação típica: palpitações, fadiga, dispneia, presíncope ou assintomática; achados-chave: pulso irregular, frequência ventricular variável, ritmo 'irregularmente irregular' no ECG (scielo.br).
Diagnóstico
Diagnóstico confirmado por ECG (12 derivações ou monitor uni‑derivação ≥30 s). Classificação em FA clínica ou subclínica (detectada por dispositivos implantáveis ≥175 bpm), e por duração: paroxística (<7 d), persistente (>7 d e <1 ano), persistente de longa duração (>1 ano), permanente ou pós‑ablação (scielo.br).
Tratamento
1ª linha: anticoagulação oral (preferencialmente DOAC, exceto estenose mitral moderada/grave ou prótese mecânica — nesses casos, varfarina, alvo INR 2–3). Dose conforme bula/regime. Alternativas: controle de frequência (beta‑bloqueador, bloqueador de cálcio, digoxina), controle de ritmo (antiarrítmicos: propafenona, amiodarona, sotalol). Cardioversão elétrica: anticoagular se FA ≥24 h (ou TEE prévio se tempo incerto) por pelo menos 3 semanas; se <24 h, anticoagulação imediata; manter anticoagulação ≥4 semanas após cardioversão, ou indefinidamente conforme escore CHA₂DS₂‑VA (abccardiol.org).
Conduta
Fluxo prático: 1) Diagnosticar e classificar FA; 2) Avaliar risco tromboembólico com CHA₂DS₂‑VA; 3) Iniciar anticoagulação conforme risco e tipo valvar; 4) Definir estratégia: controlar frequência ou ritmo; 5) Decidir sobre cardioversão se sintomático/instável; 6) Internar se instabilidade hemodinâmica, alto risco tromboembólico, falha terapêutica ambulatorial; caso contrário, manejo ambulatorial com seguimento e controle de fatores de risco (socesp.org.br).
Pontos-chave para a prova
- Uso do escore CHA₂DS₂‑VA (em vez do antigo CHA₂DS₂‑VASc) no risco tromboembólico.
- FA subclínica detectada por dispositivos pode demandar avaliação individualizada, mas indicação de anticoagulação ainda incerta.
- Ablação considerada mais precocemente e estratégia integrada multidisciplinar valorizada.
- Cardioversão imediata possível se FA <24 h e baixo risco; se ≥24 h ou incerta, anticoagular ≥3 semanas ou fazer TEE antes.
- Importância de DOACs salvo condições valvares específicas.
Fontes
- Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial – 2025 — SBC/SOBRAC — 2025
- Atualizações no Manejo da Fibrilação Atrial: Implicações Práticas da Diretriz Brasileira de 2025 — SOCESP — 2026
- Fibrilação atrial: uma revisão abrangente sobre o manejo clínico e ablação por cateter | Brazilian Journal of Health Review
- Brazil - Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial – 2025 Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial – 2025
- Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial – 2025 - ABC Cardiol
- Revista SOCESP - ATUALIZAÇÕES NO MANEJO DA FIBRILAÇÃO ATRIAL: IMPLICAÇÕES PRÁTICAS DA DIRETRIZ BRASILEIRA DE 2025 | SOCESP - Sociedade de Cardiologia de São Paulo