Lúpus e doenças reumatológicas
Resumo elaborado com apoio de IA a partir de diretrizes e referências; confira as fontes citadas.
Material de estudo — confira sempre as diretrizes citadas e o julgamento clínico. Não substitui conduta médica.
Definição
Doença autoimune sistêmica caracterizada por produção de autoanticorpos, inflamação multissistêmica e lesão tecidual crônica com exacerbações e remissões.
Epidemiologia e relevância na prova
Afeta principalmente mulheres em idade reprodutiva (relação de 9–10:1) e causa mortalidade 3–5 vezes maior que a população geral; relevância nas provas por sua complexidade e frequência clínica no SUS (gov.br).
Quadro clínico
Apresentação polimórfica: sintomas constitucionais (febre, fadiga), artrite, serosite, nefrite, vasculite, miosite; manifestações mucocutâneas, hemocitopenias, neuropsiquiátricas e pneumonite (gov.br).
Diagnóstico
Critérios de classificação ACR (1982/1997), SLICC 2012 ou EULAR/ACR; exames: FAN ≥1:80, ureia, creatinina, eletrólitos, albumina, complemento (C3, C4, CH50), exame de urina, proteinúria ou razão proteína/creatinina se suspeita de nefrite (gov.br).
Tratamento
Primeira linha: hidroxicloroquina, AINEs, protetor solar, corticoides (dose baixa para pele/artrite; alta para quadro grave). Alternativas: imunossupressores, citotóxicos; triagem prévia para hepatites B/C, HIV, tuberculose; monitoramento rigoroso de toxicidade (gov.br).
Conduta
Fluxo: confirmação clínica e laboratorial → avaliar atividade (SLEDAI) → iniciar tratamento conforme gravidade → acompanhar em reumatologia → internar em casos graves (nefrites, neuro‑lúpus, envolvimento grave de órgãos). Encaminhar para reumatologista especializado e centro de referência SUS (gov.br).
Pontos-chave para a prova
- Fenômeno de fotosensibilidade e rash malar (’borboleta’) são frequentes na prova.
- SLEDAI é usado para avaliar atividade e mortalidade.
- FAN é sensível, mas não confiável para acompanhamento.
- Triagem infecciosa antes de imunossupressores é obrigatória.
- ANS inclui belimumabe e anifrolumabe para LES com atividade alta (SLEDAI ≥10) após falha da terapia padrão (bvsms.saude.gov.br).
Fontes
- Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Lúpus Eritematoso Sistêmico (PCDT) — Ministério da Saúde — 2022/2025
- Resumo PCDT Lúpus Eritematoso Sistêmico — Ministério da Saúde / Conitec — 2022
- Resolução Normativa ANS nº 645/2025 – cobertura belimumabe e anifrolumabe — ANS — 2025
- MINISTÉRIO DA SAÚDE
- 1 LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO PORTARIA CONJUNTA
- Lúpus — Ministério da Saúde
- Ministério da Saúde